Utilizadores de Drogas

 

As pessoas elegíveis para a inclusão neste estudo tinham idade igual ou superior a 18 anos, e à altura eram, ou tinham sido em algum momento da sua vida, utilizadoras de drogas (injetáveis – PUDI e não injetáveis – PNUDI). Eram simultaneamente pessoas a quem tenha sido diagnosticado o VIH pela primeira vez nos cinco anos anteriores ou pessoas seronegativas que tivessem realizado o último teste para o VIH nos 12 meses anteriores à data da entrevista.

 

Todos os utentes foram recrutados nas Equipas de Tratamento (ETs) da região norte e centro de Portugal Continental. Na região norte as entrevistas tiveram início em Outubro de 2009 e na região centro começaram em Novembro do mesmo ano. Para além do recrutamento nas ETs, os participantes foram também recrutados em dois hospitais da cidade do Porto: a unidade de doenças infeciosas de um grande hospital geral, Hospital São João e um hospital de doenças infeciosas, Hospital Joaquim Urbano.

 

No baseline, foram entrevistados 303 utentes, 80 (26%) diagnosticados com a infeção VIH há menos de cinco anos e 223 (74%) seronegativos, dos quais 84% (n=187) tinham realizado um teste negativo nos 12 meses precedentes à data da entrevista.

 

Os objetivos deste estudo incluem a identificação dos fatores epidemiológicos que continuam a favorecer a epidemia e a forma em que diferem entre os utilizadores de drogas com VIH positivo e VIH negativo. Seremos igualmente capazes de examinar, por exemplo, fatores associados à progressão do VIH para a SIDA, o que nos ajudará a construir um quadro mais claro da epidemia nos utilizadores de drogas. Pretendemos com os resultados obtidos fornecer informação com potencial para modificar estratégias e políticas de saúde pública.