Apresentação

O grupo de investigação reúne uma equipa multidisciplinar cujo trabalho contribui para gerar e disseminar conhecimento oportuno e robusto capaz de sustentar políticas sobre desigualdades sociais e tecnologias inovadoras em saúde, com base nos legados da epidemiologia social e dos estudos sobre ciência e tecnologia. Fá-lo ao abordar a saúde numa perspetiva humanitária e de direitos humanos, articulando metodologias qualitativas e quantitativas. A aproximação às pessoas, considerando as suas experiências, expectativas e direitos, inspira-nos na promoção de investigação e inovação socialmente responsáveis.

 

Pretendemos, sobretudo:

a) compreender como características socioeconómicas, demográficas, psicológicas, comportamentais e ambientais se interligam com as experiências e os resultados de saúde;

b) explorar diversas modalidades de regulação e governação da- e para a- saúde com base em novos conceitos no campo da saúde pública, como inovação responsável, participação dos cidadãos em saúde, cuidados centrados nas pessoas, ciência cidadã, literacia e solidariedade.

 

A organização interna da equipa visa promover a cooperação e coerência da investigação entre duas áreas temáticas principais:

 

1) Desigualdades sociais em saúde. Objetivos específicos: a) gerar conhecimento sobre a forma como o contexto e as trajetórias sociais (p.e., as condições socioeconómicas, a vizinhança e experiências sociais adversas) influenciam a saúde, com um foco na análise do contributo das desigualdades sociais para um envelhecimento saudável; b) identificar os mecanismos biológicos através dos quais a incorporação da adversidade social se manifesta.

 

2) Tecnologias inovadoras em saúde. Pretende-se: a) desenvolver instrumentos concetuais e metodológicos inovadores no âmbito das tecnologias reprodutivas, genéticas e neonatais e analisar as respetivas implicações em termos de políticas de saúde pública integradas, cuidados centradas nas pessoas e enquadramentos éticos da investigação e da prática clínica; b) avaliar a participação dos cidadãos em saúde ao nível da governação, das interações clínicas e da investigação em saúde pública.